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Da interação do homem com o meio surge à comunicação. Em um processo de criação, compartilhamento, preservação da vida humana e de suas atividades são geradas situações de comportamento, que serão significadas pelos estímulos (símbolos, signos).
Nessa relação bidirecional, do privado para o público, do interno para o externo, há o processo compartilhado entre o emissor e o receptor do mesmo signo ou símbolo, em que as reações aos estímulos irão variar de acordo com a práxis cultural. Por exemplo, uma piada americana ao ser contada, só terá sentido se o indivíduo compreender, dominar as particularidades do idioma inglês.
O comportamento humano transforma as situações diversas – percepções, sensações e sentimentos, em palavras ou frases. O homem vai através dos símbolos ordenando, classificando e representando o mundo. Ao buscar compor o retrato do mundo, o ser humano tenta articular, através da cognição, os fatores externos, o sistema de valores e a percepção. A realidade vai se construindo, a partir de estratégias simbólicas, produzidas pelos animais, humanos ou não, para atingir um determinado fim.
De acordo, com o Campo psicológico, o homem está sempre em busca da satisfação das suas necessidades ou redução da tensão, criada pela instabilidade no meio circundante. Sempre estamos fazendo suposições automáticas ou instantâneas, acerca de uma provável ação do outro, seja este um objeto ou um indivíduo.
O homem na tentativa de perceber o meio externo, interage com seus valores e crenças, criando uma realidade semelhante (ressonância perceptiva) ou destoante (defesa perceptiva) do universo. Nessa empreitada pelo mundo da percepção-cognição, caminhamos da percepção fisionômica para a técnico-geométrica. Na primeira, mais característica da infância ou das culturas primitivas, somos regidos pelos sentimentos e estímulos desordenados, misturados as cores, cheiros, formas e sons, enquanto na segunda fase, somos dirigidos pela objetividade, pelo racional, em que nos defrontamos com um ser neutro, que busca separar o processo perceptivo do cognitivo.
Nesse jogo de significados, se percebe que não há dois universos, mas que são as diversas percepções de cada ser humano, que cria a falsa ilusão de existirem um mundo real e outro ilusório. Já para os psicólogos, há dois campos de estímulos que fazem com que os “universos” múltiplos coexistam. No primeiro campo, o comportamental, fisiogênico, predomina a subjetividade e sua análise surge a partir dos costumes, crenças, necessidades do indivíduo, enquanto o campo geográfico, já existente, nasce da descrição feita pela terminologia das ciências físicas ou da linguagem cotidiana.
Um exemplo dessa diversidade de quadros da realidade é a tribo Guayaki, que fundamenta e organiza a vida cotidiana de homens e mulheres, a partir dos tabus. São as regras que ditam a oposição dos sexos, através do uso do arco e cesto, da mesma forma em que criam a dicotomia do espaço, dando uma característica peculiar de coletores aos índios caçadores.
Nessa dicotomia de espaço, a floresta e o acampamento ganham significação diferente, para o homem a floresta é um local de plenitude existencial, ao contrário das mulheres, que obtém essa primazia apenas nos acampamentos.
Esta prática está também presente na estrutura dos bairros, através dos códigos sociais tácitos, baseados em sistemas de valores e comportamentos, que coíbem as transgressões dos usuários. Um indivíduo, ao tentar se inserir no bairro e fruir dos benefícios necessita se adaptar ao espaço do meio social organizado, que dita à forma de apresentação do corpo dos moradores, seja no modo de falar ou vestir-se, seja no modo de se apresentar ou de olhar.O meio social impede que haja dissonância nos jogos de comportamento, através do método da conveniência, em que o usuário se vê preso aos estereótipos, para ser identificável no rol dos personagens do bairro. Uma política de rua, baseada nos juízos de valor, em que a conveniência se torna o princípio da realidade, o controle do sistema de comunicação do bairro.
Nessa relação bidirecional, do privado para o público, do interno para o externo, há o processo compartilhado entre o emissor e o receptor do mesmo signo ou símbolo, em que as reações aos estímulos irão variar de acordo com a práxis cultural. Por exemplo, uma piada americana ao ser contada, só terá sentido se o indivíduo compreender, dominar as particularidades do idioma inglês.
O comportamento humano transforma as situações diversas – percepções, sensações e sentimentos, em palavras ou frases. O homem vai através dos símbolos ordenando, classificando e representando o mundo. Ao buscar compor o retrato do mundo, o ser humano tenta articular, através da cognição, os fatores externos, o sistema de valores e a percepção. A realidade vai se construindo, a partir de estratégias simbólicas, produzidas pelos animais, humanos ou não, para atingir um determinado fim.
De acordo, com o Campo psicológico, o homem está sempre em busca da satisfação das suas necessidades ou redução da tensão, criada pela instabilidade no meio circundante. Sempre estamos fazendo suposições automáticas ou instantâneas, acerca de uma provável ação do outro, seja este um objeto ou um indivíduo.
O homem na tentativa de perceber o meio externo, interage com seus valores e crenças, criando uma realidade semelhante (ressonância perceptiva) ou destoante (defesa perceptiva) do universo. Nessa empreitada pelo mundo da percepção-cognição, caminhamos da percepção fisionômica para a técnico-geométrica. Na primeira, mais característica da infância ou das culturas primitivas, somos regidos pelos sentimentos e estímulos desordenados, misturados as cores, cheiros, formas e sons, enquanto na segunda fase, somos dirigidos pela objetividade, pelo racional, em que nos defrontamos com um ser neutro, que busca separar o processo perceptivo do cognitivo.
Nesse jogo de significados, se percebe que não há dois universos, mas que são as diversas percepções de cada ser humano, que cria a falsa ilusão de existirem um mundo real e outro ilusório. Já para os psicólogos, há dois campos de estímulos que fazem com que os “universos” múltiplos coexistam. No primeiro campo, o comportamental, fisiogênico, predomina a subjetividade e sua análise surge a partir dos costumes, crenças, necessidades do indivíduo, enquanto o campo geográfico, já existente, nasce da descrição feita pela terminologia das ciências físicas ou da linguagem cotidiana.
Um exemplo dessa diversidade de quadros da realidade é a tribo Guayaki, que fundamenta e organiza a vida cotidiana de homens e mulheres, a partir dos tabus. São as regras que ditam a oposição dos sexos, através do uso do arco e cesto, da mesma forma em que criam a dicotomia do espaço, dando uma característica peculiar de coletores aos índios caçadores.
Nessa dicotomia de espaço, a floresta e o acampamento ganham significação diferente, para o homem a floresta é um local de plenitude existencial, ao contrário das mulheres, que obtém essa primazia apenas nos acampamentos.
Esta prática está também presente na estrutura dos bairros, através dos códigos sociais tácitos, baseados em sistemas de valores e comportamentos, que coíbem as transgressões dos usuários. Um indivíduo, ao tentar se inserir no bairro e fruir dos benefícios necessita se adaptar ao espaço do meio social organizado, que dita à forma de apresentação do corpo dos moradores, seja no modo de falar ou vestir-se, seja no modo de se apresentar ou de olhar.O meio social impede que haja dissonância nos jogos de comportamento, através do método da conveniência, em que o usuário se vê preso aos estereótipos, para ser identificável no rol dos personagens do bairro. Uma política de rua, baseada nos juízos de valor, em que a conveniência se torna o princípio da realidade, o controle do sistema de comunicação do bairro.
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