
Por meio deste arquétipo de comunidade, Pierre Mayol em seu texto “A Conveniência, traça um paralelo em que se pode abstrair a conceituação de conveniência e o quanto há de comunicação pelos espaços que nos circundam. A exemplo da maneira que nos vestimos e andamos: são comunicadores, que indicam determinada conformidade com o que indivíduo vestido pensa representar. Neste caso, “o corpo é o suporte de todas as mensagens gestuais que articulam essa conformidade: é um quadro negro onde se escrevem – e portanto se fazem legíveis” estes códigos.
Inicialmente, a conveniência se apresenta como repressora, proibindo, representando as leis e “reprimindo o que não convém”. Mas posteriormente mostra-se como mecanismo de “gerenciamento simbólico da face pública de cada um de nós, desde que nos achamos na rua”, longe dos nossos laços referenciais (amigos e família), orientando-nos na forma de nos comportarmos em determinados ambientes ou situações.
Sendo assim, esta prática torna-se rotuladora, haja vista que “o bairro é um palco ‘diurno’ cujos personagens são, a cada instante, identificáveis no papel que a conveniência lhes atribui: uma criança, o pequeno comerciante, a mãe de família, o jovem, o aposentado, o padre, o médico” etc. E cada um destes personagens nada mais é do que o seu papel, sendo relegado a simples – ou complexa – “representação social”, pois de sua natureza, são abstraídos os “ruídos” ou traços individuais que os
Contudo o processo de conveniência não é unilateral, pois dentro destas comunidades, há um sistema de recognição em que o indivíduo sofre alterações, mas influência ao mesmo tempo, retroalimentando os códigos da conveniência.
Por
Beleza Wllyssys! Parabens por ter sido o primeiro a postar. De fato, é importante reservar a dinâmica e a complexidade que sonctitui os diversos modos com que nos pomos a habitar e a conviver. Um bairro não é nunca um território preciso; nele há muitos territórios, alguns se detém no plano físico e geográfico, mas a maior parte é meramente imaterial, simbólica, e no entanto, existem. Nos comunicam e nos educam...
ResponderExcluirAbraços!!!
blz professor.
ResponderExcluirConta sempre!! :)
abraçow!