No texto, A comunicação humana, Franklin Fearing faz consideraçõessobre o modo como se estabelece a interação do entendimento do homemapresentando uma cadeia construída na dependência das relaçõesmediadas a partir de questões culturais e individuais na produção deresultados que satisfazem a produção comunicativa. Segundo o autor quando o emissor tenta comunicar algo ao receptor,alguns fatores são importantes e decisivos para saber se haverá ou nãocomunicação.
Para tanto, o processo necessário para obtenção desteresultado deriva de uma construção não mecânica, pois depende dasrelações humanas, ou seja, sentimental, comportamental (pensamento econdutas). Desse modo, para que ocorra alguma mudança no comportamentohumano, é necessário haver um sentido compartilhado pelo produtor doestímulo e por quem é estimulado.Um desses “sentidos compartilhados” pode ser encontrado no que GeorgeH. Mead chama de “Assumir a atitude do outro”.
Isto é, um determinadoemissor, não estimula ou busca uma comunicação com o outro ao acaso,sem intenções, ele tem uma atitude e espera uma reação do receptor,reação essa que, o emissor seja capaz de tê-la também.Para que o receptor seja capaz de compreender toda essa intencionalidade do emissor, ou tenha algo parecido com a reaçãoesperada, é necessário que este receptor esteja a par dos códigosusados na tentativa de comunicação. Isso, a depender do caso, podefazer com que as reações a um determinado estímulo possam variar.Um bom exemplo a tomarmos é o da música, uma sinfonia, para ser maisespecifico. A reação que ela irá causar no ouvinte dependerá deinúmeras variáveis. Uma delas é o conhecimento musical que ele tem, seapresentarmos a 9º sinfonia do Beethoven, ou a 40º do Mozart, ou aindaa 1º do Tchaikovsky para alguém que tenha uma boa noção de música,certamente ele ficará impressionado e gostará muito.
Já se a pessoaque ouvir, não tiver noção de música, não tiver um ouvido acostumado àmúsica clássica ou simplesmente for pouco sensível à música, muitoprovavelmente ele terá um sentimento de aversão, mesmo diante daquelasmúsicas que são consideradas as mais perfeitas que já existiram.A estruturação da realidade é outro ponto levantado por Fearing. Otexto faz uma análise a partir das relações sociais vinculadas aopsicológico, visto que para explicar as dinâmicas do relacionamento sefaz necessário também o comportamento individual.O texto explica que os indivíduos de uma sociedade estão eternamentebuscando alcançar "metas", para isso eles traçam um caminho eestruturam suas ações visando realizar seus desejos.
Quando o indivíduo percebe que algumas forças estão ao seu favor e outrascontra, e na maioria das vezes essas forças vêm da relação entre ele eos demais indivíduos da sociedade na qual se relaciona diretamente ounão, ele começa a realizar o que o autor chama de "estruturacognitiva".Outra idéia exposta no texto trata do fato das pessoas reduzirem atensão, e o que seria a tensão? A tensão seria a pressão ou aperturbação causada antes do indivíduo alcançar suas metas. Nestemomento, acontece um fenômeno que consistiria na idéia de que uma novatensão surgirá exatamente quando acabar outra, ou seja, ao alcançaruma meta, surge uma nova.Os seres humanos são altamente complexos tanto na estrutura físicacomo na psicológica, imagine a infindável possibilidade de suposiçõesque podemos fazer de uma pessoa, isto acontece a todo o momento.
Para exemplificar podemos citar uma situação em que o candidato a empregoestá diante de uma entrevista com seu empregador, a cada resposta dadaé quase claro que ele analisou a personalidade do empregador e tentoumoldar sua resposta as supostas expectativas.
Existem situações cotidianas que certamente não fazemos uso dessaintenção em tudo que dizemos, mas o autor deixa claro que isso podeocorrer de forma inconsciente.De acordo com Franklin Fearing a distinção entre as percepçõesfisionômica e técnico-geométrica está na relação das pessoas com osobjetos (símbolos) que as cercam. Na primeira, não há separação entreobjeto e pessoa. A exteriorização do significado do objeto parte dointerior de quem vê, ou seja, depende da “atitude motora e afetiva dosujeito”. O significado de uma obra de arte, por exemplo, segundo apercepção fisionômica, está ligada ao repertório cultural de cadaindivíduo e não na obra em si.Já na segunda, como o nome já diz, a apreensão do significado doobjeto acontece de forma técnica. A pessoa se coloca como umobservador neutro, que avalia o objeto independente de suas crenças evalores, ou seja, são levados em consideração aspectos gerais e nãocaracterísticas destacadas pelo sentimento de quem vê.Aspectos presentes neste texto, como os campos estímuloscomportamentais e geográficos puderam ser observados em discussões nasala.
Tanto em “A conveniência”, quanto em “O arco e o Cesto” há umarelação entre esses aspectos.Em “A conveniência”, Pierre Castle fala sobre a necessidade que a serhumano tem de adotar comportamentos “aceitáveis” para que possacompartilhar de forma harmoniosa o espaço geográfico do bairro com osoutros moradores.“O Arco e o Cesto”, o autor mostra costumes e regras de organização datribo Guayaki. As tarefas da comunidade são divididas entre homens emulheres. Eles, os portadores dos arcos, têm o dever de caçar e provero alimento para a família. Elas, proprietárias dos cestos, sãoresponsáveis pelas tarefas domésticas.Os dois textos mostram a necessidade de estabelecer regras(comportamentos) para que os espaços geográficos, no caso o bairro e atribo, sejam desfrutados pelos habitantes de forma harmônica.
Allan Morais, Adriano Diniz, Evelin Queiroz, Thiago Gonçalves e Will Carvalho
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