Toda a história do homem sobre a terra constitui permanente esforço de comunicação. Desde o momento em que os homens passaram a viver em sociedade, seja pela reunião de famílias, seja pela comunidade de trabalho, a comunicação tornou-se imperativa. Isto porque somente através dela os homens conseguem trocar idéias e experiências.
A comunicação é caracterizada pela disposição de um conjunto de objetos e signos Por mais naturais que os processos comunicativos sejam, eles não ocorrem de maneira automática. Segundo Franklin Fearing em seu texto A comunicação humana, as situações de comunicação “dependem da totalidade de fatores culturais e de personalidade que cada pessoa leva para a situação”.
A comunicação geralmente ocorre por meio de estímulos, e esses são produzidos visando um determinado fim. Para que esse fim seja alcançado, o indivíduo produtor do estímulo deve estabelecer uma relação com aqueles que irão recebê-lo.
Além disso, é importante considerar que esses estímulos são símbolos e devem ser codificados. Dessa forma, a segunda questão necessária à prática da comunicação é o fator cultural, uma vez que os estímulos podem provocar as mais diversas reações, dependendo da realidade de cada indivíduo.
O terceiro fator determinante para a prática da comunicação é o surgimento de uma “relação” entre as duas partes envolvidas no processo, o indivíduo que produz e o que recebe o estímulo. A comunicação só se concretiza se o receptor for capaz de responder ao estímulo produzido.
A capacidade do animal homem em aprimorar, detectar e perceber quais os pontos favoráveis e desfavoráveis, o faz estruturar cognitivamente as situações. Dentro dessas lutas e busca de conquistas das metas, entram os valores, as crenças, a força da física, os órgãos dos sentidos e tudo é muito complexo, mas se consegue estruturar essas circunstâncias e trazê-las para a construção do todo ao final do resultado que tanto se buscou.
A Percepção fisionômica é o modo de cognição em que o mundo exterior é diretamente apreendido como manifestando a sua própria forma interna de vida. A percepção do mundo exterior se relaciona com as impressões que o individuo já tem dentro de si.
É um processo que não se dissocia na percepção de algum ato, sensação e etc., ou seja, o eu e o não – eu, o ser e o não ser se fundem e não se pode distinguir o “percebedor” do percebido. isso acaba influindo no resultado da experimentação do eu interior com os fatores externos que são absorvidos. Esse tipo de percepção afetiva do sujeito é mais característico de crianças e de pessoas que segundo o autor são chamadas culturas primitivas.
A outro tipo de percepção é o técnico-geométrica que permite separar “percebedor” do percebido. É o modo da ciência objetiva. Baseia-se no pressuposto de que um individuo, pode descrever qualquer experiência externa de forma neutra, capaz de excluir os seus próprios sentimentos, atitudes e crenças da sua percepção.
É o modo mais sancionado na sociedade já o modo fisionômico é sistematicamente desencorajado, apesar de se essencial para a criatividade para se perceber o que se passa abaixo do que está exposto em situações corriqueiras encontradas em diversos meios e ambientes.
Determinados locais exigem comportamentos condicionados, isso pode parecer óbvio, afinal em repartições públicas ninguém vai entrar de chinelo e bermuda e pedindo um aperitivo, mas essa regra corriqueira está mais entranhada na vida cotidiana do que nos percebemos conscientemente.
Pois ocorre naturalmente, institivamente, por uma comunicação clara e objetiva, manifesta pela língua pela presenças e disposição dos objetos, e por outra linguagem mais universal e implícita, a dos olhares das roupas da hierarquia transmitida pela localização das pessoas, pelo tom da voz e pela conformação percebida, ou seja, pela observação, ao verificarmos o modo de agir de cada um.
O ambiente geográfico nos conduz a agirmos da mesma forma nos homogeneíza impedindo manifestações espontâneas, o que Franklin Fearing chama estrutura. Cada um de nós e dotado de uma estrutura, vontades,crenças e desejos. O ambiente busca anular esses vários universo e criar um universo apenas para possibilitar a nossa relação.
Existe somente um universo no qual vive o individuo, preso às suas necessidades, tendo relações com outras pessoas, o universo em que o homem ama e morre”. (Franklin Fearing)
Como se o ambiente geográfico estabelecesse uma lei implícita e poderosa baseada no comportamento no modo de falar de vestir de agir, que muitas vezes exprime diferenças conceituais e de origem entre os indivíduos, chegando até mesmo a manifestar a hierarquia entre os indivíduos.
“O universo criado pelas atividades humanas não é somente um mundo de coisas; é um universo de intenções e significações”. (Franklin Fearing)
Esse choque entre meio ambiente e estrutura está explicito nos textos de Pierre Castle, O Arco e o Cesto e Conveniência, onde a relação das pessoas com o meio e consigo passam por, como diz Franklin, “objetos de estimulo”. Em conveniência Castle descreve um bairro, onde os novos moradores rapidamente se adaptam ao “ritmo” do local definido pelas construções, praças, ou seja, pela forma como as pessoas usam e se adequam a estes locais.
“As estruturações decorrentes são reais, pois tem influências reais ou objetivas sobre o comportamento”. (Franklin Fearing)
Na sociedade indígena Guayaki, essa estruturações já estão fixadas com os seus respectivos objetos símbolos, a o arco e o cesto, representam a divisão da comunidade em dois mundos o masculino e o feminino, todas as atividades se baseiam nessa relação, os homens caçadores as mulheres coletoras.
Um não pode tocar no objeto do outro. Se a mulher tocar no arco de o homem trará sobre ele o pane, um tipo de azar que irá torna-ló incapaz de caçar, o que é um risco teria para uma tribo que não domina a agricultura, se um homem tocar o cesto de uma mulher atrairá o pane sobre si.
Se o homem perder a habilidade na caça perde a condição de “homem” e se torna na prática um mulher, e a atitude primeira a se tomar é retirar o seu arco e entregar um cesto. Isso não é difícil de perceber no atual estágio da nossa civilização.
Alguns objetos se tornam característicos de um grupo social, de uma faixa etária, até mesmo um corte de cabelo como no caso do Emos, alguns chinelos e roupas característicos de pessoas consideradas rippies, é claro que em muitas situações os objetos não manifestam as “reais” crenças dessas pessoas, porem por mais paradoxal que seja isso faz parte da nossa realidade.
As outras pessoas reagem de determinadas formas dependo de como cada um se veste e onde se encontra, as pessoas reagem sobre si mesmas se controlam a partir de sinais de poder e ordem encontrados num repartição da justiça de desenvoltura na casa de um amigo, mesmo as falsas impressões moldam o nosso comportamento e isso tem um efeito, dificilmente mensurável, mas efetivo sobre a nossa vida cotidiana.
Por
Daniele Valois
Eudes Sampaio
João Barbosa
Ramon Nascimento
Wellington Júnior
sexta-feira, 29 de maio de 2009
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