quinta-feira, 14 de maio de 2009

A Conveniência

A conveniência traz o olhar de Pierre Mayol para a necessidade de convivência de um bairro parisiense, que pode ser comparado a qualquer lugar do mundo. Tal necessidade "leva o usuário a se manter como que 'na defesa', no interior de códigos sociais precisos, todos centrados em torno do fato do reconhecimento, nesta espécie de coletividade".
No texto utiliza a noção de conveniência para definir esta necessidade de reconhecimento social que se estabelece na prática do lugar como uma convenção tácita, não escrita, mas legível por todos os usuários através dos códigos de linguagem e do comportamento. A vivência nesta coletividade, buscando o reconhecimento social, adere ao seu sistema de valores e desempenha comportamentos para cumprir o papel social que foi designado pelo grupo.
A conveniência pode ser comparada a "um gerenciamento simbólico da face pública de cada um de nós desde que nos achamos na rua" . Ela engendra de forma simultânea a maneira com que se é percebido pelos outros e um meio de se obrigar à submissão pela regulação interna que se desenvolve no sujeito, ditando comportamentos adquiridos com a sociedade. Assim os usuários obedecem às regras sem necessariamente dar-se conta disso, pois o padrão está internalizado.
Por
Daiane

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