Como diz Franklin Fearing no texto A comunicação humana, a atividade e a vida humana seriam impossíveis sem a comunicação. Sem ela, não existiria sociedade ou cultura, nenhum progresso seria alcançado, nem seria criada a arte, mapeados os céus, explorados os átomos, nem as pessoas sentiriam prazer, raiva ou enaltecimento, e a sabedoria ou a loucura humana não poderiam ser compartilhadas ou preservadas.
Mas, para que ocorra a comunicação, esta necessita de alguns estímulos e estes, são produzidos com o objetivo de moldar ou dirigir o comportamento numa direção específica. Na comunicação, o produtor do estímulo, sempre formula certas suposições a respeito das capacidades e das potencialidades da outra pessoa. Estes estímulos produzidos não são automáticos e mecânicos, mas sim dependem da totalidade de fatores culturais e de personalidade que cada pessoa leva para a situação.
A comunicação é um sistema de transmissão, e analisando por este víeis, este processo consiste na simples passagem de ideias, informação e que é recebida intata ou afetada por alguma interferência causadora de distorção. Ao recebê-la, o indivíduo dotado de uma parcela de subjetividade a interpreta e tenta adaptá-la de acordo com as suas referências e experiências vividas, atribuindo-as, valores e significados.
Ainda de acordo com o autor, a estruturação e esta adaptação da realidade são dinâmicas de comportamentos que utilizam estratégias simbólicas onde o indivíduo estrutura cognitivamente a situação. Essa estrutura chamada de necessidade de significação constitui na realidade a necessidade de estabelecer uma maneira mais estável de interpretação. Assim, na medida em que vivemos, idealizamos o nosso meio, criando um mundo de forma a satisfazer as nossas necessidades como pessoas e amadurecemos o nosso caráter.
O autor, ainda no texto A comunicação humana, na tentativa de elucidar ainda mais este tema, faz uso de expressões como percepções fisionômica e técnico geométrico. De acordo com Fearing, a percepção fisionômica é distinta da técnico-geométrica na medida em que é um modo de cognição em que o mundo exterior é apreendido manifesta a sua própria forma interna de vida. Há uma dinamização das coisas, na medida em que os objetos são entendidos predominantemente por meio da atitude motora e afetiva do sujeito. Já a percepção técnico-geométrico, separa o percebedor do percebido e está baseado no pressuposto de que o universo externo pode ser descrito por um observador neutro, capaz de excluir os seus próprios sentimentos, atitudes e crenças de sua percepção.
A conveniência, por exemplo, traz à tona comportamentos e signos que o indivíduo desenvolve para que haja a interação em grupo, logo, o misto de crenças e percepções é aguçado. Assim como em o “Arco e o Cesto”, “A Conveniência” trata das relações estabelecidas num determinado âmbito social e como estes códigos interferem – como as construções sociais físicas e psíquicas nos comunicam – no desenvolvimento social, uma vez que a convivência coletiva requer mecanismos comunicacionais para a demarcação dos territórios simbólicos de cada indivíduo.
Por
Abgaela Martins
Carinina Dourado
Daianne Maiara
Ricardo Alves
Wllyssys Wolfgang
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário