A comunicação humana é algo inerente ao ser humano. todos os dias, nos deparamos com uma gama de situações de comunicação, seja através de um bom dia dado a um conhecido, no manusear de objetos ou ao freqüentar lugares. Essa socialização está diretamente ligada a sentimentos compartilhados ou provocados.
Franklin Fearing afirma no texto A Comunicação humana que os seres humanos produzem estímulos com o objetivo de moldar ou dirigir o comportamento numa direção específica. Essa comunicação se dá através de meios que consequentemente permitirão ao emissor alcançar certos fins, para isso, é necessário que haja no receptor um interesse na mensagem que está sendo dita, ela deve despertar sensações e reações.
Condições físicas, problemas, subjetividade são alguns dos elementos que auxiliam na mediação desses estímulos, além de fatores culturais e de personalidade que não devem ser ignorados. Desse modo as situações de comunicação agem diretamente nas relações humanas que por sua vez está permeada de realidade. Há uma meta a ser alcançada em cada momento de interação, e para alcançá-las será preciso superar tensões, uma vez que cada ser humano traz consigo uma bagagem cultural.
A percepção que temos do mundo exterior a nós tem sua própria organização. Escola, família, trabalho, sinalização, filas, documentos, tudo está no seu devido lugar. Segundo Fearing, alguns psicólogos classificam a percepção como sendo fisionômica e outros a definem como técnico-geométrico. A primeira é um modo de cognição em que o mundo exterior é diretamente apreendido como manifestando a sua própria forma interna da vida. A distinção entre o percebedor e o percebido se perde. A segunda está baseada no pressuposto de que o universo externo pode ser descrito por um observador neutro, capaz de excluir os seus próprios sentimentos, atitudes e crenças da sua percepção.
No mundo atual, a percepção técnica-geométrica é legitimada, apesar de utilizarmos à metáfora no comportamento lingüístico. As crianças e algumas sociedades primitivas podem ser as únicas que ainda vêem o mundo de forma fisionômica. Talvez até as crianças não pensem mais assim.
De modo geral a vida em sociedade nos leva a ter relações com pessoas, espaços, objetos atuando como campos de estímulos geográficos, comportamentais, psicológicos que influenciarão nossas formas de pensar e também serão modificados por nós, esses elementos, são fundamentais na manutenção do espaço social, na reprodução de regras, comportamentos, mitos e histórias.
Joyce Guirra
sexta-feira, 29 de maio de 2009
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